
Carro antigo não se conserta. Se reconstrói.
Na bancada da General Classics um carro por vez volta a andar. Chassi, motor, freio e suspensão refeitos peça por peça, por quem faz isso desde 1992.
A conversa vem antes de qualquer orçamento. É nela que se descobre o que aquele carro ainda tem, e o que dá pra fazer com ele.
Você conta o que tem na garagem e a oficina responde o que dá pra fazer com ele.

Uma restauração completa por ano. Um caminho próprio pra cada carro.
Nenhum carro chega com o mesmo problema. Nenhum sai com a mesma receita.
O que existe é método. Apurar o que aquele carro ainda guarda, decidir com o dono o que se refaz e o que se preserva, e executar na ordem certa.
Este é o intervalo que a oficina atravessa.
Deixei uma carcaça e voltei pra buscar um carro. Levou o tempo que tinha que levar, e eu soube de cada etapa antes dela acontecer.

Cada peça que volta pro lugar devolve um pedaço de estrada que aquele carro ainda não fez.
Dá pra salvar?
É a primeira pergunta e a única que a conversa precisa responder antes de qualquer número. Quase sempre a resposta é sim, e o que muda é o caminho.A gente acha essa peça?
Procurar peça é parte do serviço. O que varia é quanto tempo ela leva pra aparecer, e é isso que define o calendário do carro.Fica bom?
Fica como o carro e o dono decidirem. Tem carro que pede acabamento inteiro e tem carro que pede continuar sendo o que é.Não existe margem embutida no meio.
A oficina cobra o trabalho que sai da bancada dela. Peça, tapeçaria, retífica, chapeação e pintura o dono contrata direto de quem faz, com a escolha e o acompanhamento da oficina.
É por isso que não existe interesse em inflar nada: o que passa por fora não passa pelo caixa daqui.
Sem preço fechado e sem prazo fechado. A ordem de grandeza de cada trabalho aparece na conversa, com o carro na frente.
Na bancada, Ricardo Dall'Agnol, na profissão desde 1992.
A agenda de 2026 está fechada. A vaga de 2027 está aberta.
Uma restauração completa por ano é o que cabe numa bancada só. Quem entra em 2027 é quem começa a conversa agora, porque a fila se forma bem antes de o carro subir na rampa.
Um ano é tempo demais pra ficar sem notícia do próprio carro.
Por isso o carro nunca fica em silêncio na oficina. O dono acompanha a obra do mesmo jeito que acompanharia se estivesse na garagem de casa.
Existem dois Willys Jeepster 1950 no Brasil. Os dois saíram desta oficina.
Um Fusca entra do mesmo jeito que um Mercedes.
O que muda é o custo da peça, nunca o cuidado. Pela oficina já passaram Willys, Ford, Volkswagen, Buick, Mercedes-Benz e Cadillac.
Nem todo trabalho cabe nesta bancada, e é melhor saber agora.
Nada disso é julgamento de quem procura: é só o tipo de trabalho que não cabe numa bancada que faz um carro por vez. Se for o seu caso, saber agora economiza o tempo dos dois lados.

Conte que carro é esse e o que você quer que ele volte a ser.
Uma linha basta. Modelo, ano se você souber, e o estado em que ele está hoje. É daí que a conversa começa.
Você conta o que tem na garagem e a oficina responde o que dá pra fazer com ele.









